Segundo as leituras feitas e os temas sugeridos acredito que ocorreram grandes avanços na formação dos professores, avançou muito do ponto de vista da análise teórica, da reflexão, mas se pouco das práticas da formação de professores, da criação e da consolidação de dispositivos novos e consistentes de formação de professores. Os problemas são os mesmos, se as questões são as mesmas: dificuldades materiais, de dificuldades materiais nas escolas, de dificuldades materiais relacionadas com os salários dos professores, de dificuldades materiais relacionadas com as condições das instituições de formação de professores que são, provavelmente, mais graves no Brasil do que em outros países que eu conheço. Temos problemas que têm a ver com as dificuldades históricas de desenvolvimento da escola no Brasil e das escolas de formação de professores e que, portanto, é importante enfrentá-los. No Brasil, as dificuldades que eu chamaria de ordem material, maiores do que as existem em outros países e que é absolutamente essencial que com a vossa capacidade de produzir ciência, com a vossa capacidade de fazer escola e com a vossa capacidade de acreditar como educadores possam ultrapassar essas dificuldades nos próximos anos. E esses são, sinceramente, os meus desejos e na medida que meu contributo, pequeno que ele seja, possa ser dado, podem, evidentemente, contar comigo para essa tarefa.Falar sobre aprendizagem continuada ao longo da vida o exemplo da terceira idade segundo, José Armando Valente, faz pensar que a formação de qualquer individuo, para viver e ser capaz de atuar na sociedade do conhecimento, não pode ser mais pensada como algo que acontece somente no âmbito da escola. E importante entender a aprendizagem como uma atividade contínua, estendendo-se ao longo da vida. A análise dos processos de aprendizagem nos diferentes períodos da nossa vida mostra que aprendizagem como construção de conhecimento acontece na infância e na terceira idade. Neste sentido, estas aprendizagens, principalmente a que acontece na terceira idade, servem para mostrar como as instituições educacionais devem alterar seus métodos e abordagens pedagógicas, tomando a educação mais prazerosa e efetiva. Neste artigo são discutidos os sentidos de ensinar e aprender, a aprendizagem que acontece nos diferentes períodos da vida como na infância, na terceira idade, no período escolar e pós-escolar e como estas diferentes modalidades de aprendizagem podem contribuir para a implantação da aprendizagem continuada ao longo da vida. São discutidos também os fatores que podem estimular esta aprendizagem, especificamente o papel da escola e dos agentes que devem auxiliar as pessoas a aprender continuadamente ao longo da vida. Até o momento, a escola tem sido, praticamente, o único ambiente de aprendizagem de que claramente dispomos em nossa sociedade. No entanto, está ficando cada vez mais evidente que a sociedade está preocupada com a disseminação de outros ambientes, como, por exemplo, a produção de bens e serviços que hoje é feita por "organizações de aprendizagem" ou a criação de facilidades que permite a pessoa adquirir conhecimento, fazer compras no supermercado ou visitar una museu. O não entendimento dessas novas tendências da sociedade do conhecimento tem acarretado uma serie de problemas. Primeiro, cria-se una descompasso na vida das pessoas á medida que novas habilidades são exigidas e elas não são condizentes com a formação recebida no período escolar. A escola impõe uma predisposição, enquanto as coisas mais importantes na nossa vida são adquiridas por meio de ações pouco valorizadas na vida acadêmica. Segundo, as instituições educacionais criadas com a finalidade de suprirem a demanda imposta á vida do profissional, principalmente pelas organizações de aprendizagem que pressupõem una constante aprimoramento profissional, não estão contribuindo para que as pessoas adquiram habilidades de aprendizagem continuada ao longo da vida. Multo pelo contrário, o que está sendo oferecido são atividades baseadas na predisposição de receptor passivo. Na verdade, está surgindo uma indústria que, em nome da aprendizagem continuada ao longo da vida, acaba oferecendo una processo de certificação continuada: cursos de curta duração, que usam uma abordagem tradicional de ensino, certificam os participantes que demonstram ter adquirido uma habilidade específica, porem nada é mencionado sobre processos de aprendizagem ou aprender a aprender. Finalmente, a escola está se tomando una buraco negro na vida das pessoas, consumindo una tempo significativo da vida delas e não conseguindo contribuir para o preparo de cidadãos capazes de atuar na sociedade do conhecimento. No entanto, o papel da escola e as contribuições que ela pode propiciar aos indivíduos nunca foram de tanta importância como agora. Porém, á medida que ela impõe uma agenda, que nega e castra a predisposição de aprendizagem que as pessoas têm, passa a ser contra produtiva. Com isso, ela ainda está preparando profissionais obsoletos e tomando-se dispensável neste novo cenário de inúmeras oportunidades de aprendizagem que se descortina. Há uma preocupação e uma mobilização intensas na maioria das organizações da nossa sociedade. Porém pouca, ou quase nenhuma, no âmbito da escola. A ironia é que a instituição que mais pode contribuir para e se beneficiar da aprendizagem continuada ao longo da vida é a que menos tem se mobilizado para ta Até o momento, a escola tem sido, praticamente, o único ambiente de aprendizagem de que claramente dispomos em nossa sociedade. No entanto, está ficando cada vez mais evidente que a sociedade está preocupada com a disseminação de outros ambientes, como, por exemplo, a produção de bens e serviços que hoje é feita por "organizações de aprendizagem" ou a criação de facilidades que permite a pessoa adquirir conhecimento, fazer compras no supermercado ou visitar una museu. Em se tratando do uso das tecnologias nos processos de ensino e aprendizagem parto do princípio, concordando com Amanda Polato da revista Nova Escola de junho/julho 2009 “(…) de que só vale levar a tecnologia para a sala de aula se ela estiver a serviço dos conteúdos”. Incorporar as tecnologias da informação e comunicação nas ações didático-pedagógicas da escola, implica primeiramente um olhar sobre o projeto pedagógico, que envolve a reflexão sobre novas formas de ensinar e de aprender, a elaboração de objetivos educacionais e da incorporação das mesmas como ferramenta construtiva do processo ensino-aprendizagem. Isto significa, romper o paradigma do ensino tradicional que tem como prática, como afirma Paulo Freire, uma educação bancária, e, substituí-la por processos mais democráticos e participativos de construção de conhecimentos, em que alunos e professores são seres histórico, político e cultural. Portanto, sujeitos desse processo. A tecnologia aplicada a educação sempre existiu, e sempre foi tema de controvérsia quando associada a metodologias vinculadas a determinadas tendências pedagógicas, portanto, vinculada a concepção de educação da escola e do professor (mesmo quando de forma inconsciente), e nesse sentido, é importante definir: Para quê? Quando e Como utilizá-la, isto é, com que objetivos. Nesta perspectiva, para utilizá-las na sala de aula é necessário que o professor tenha uma concepção definida de educação, domínio dos conhecimentos específicos das disciplinas, das metodologias específicas,, do desenvolvimento humano (cognitivo, biológico, afetivo-emocional), assim como, das tecnologias que irá utilizar, pois só assim, contribuirá para que seus alunos aprendam de forma significativa. É necessário também, repensar a escola, seu papel, seus objetivos, suas ações/atividades, pois, penso que, introduzir as TICs no contexto das práticas docentes e escolar implica considerar novos espaços/tempo e, não somente, a sala de aula como lugar de ensino e aprendizagem, É preciso ainda, rever os papeis dos atores da escola, das relações e interações entre sujeitos e saberes, sujeitos e meio (físico, social, e cultural), pois professores e alunos são autores e co-autores do processo ensino aprendizagem, já que ambos ensinam e aprendem num processo dialético em busca de novos conhecimentos. E ainda, precisa-se olhar para o currículo, se realmente se quer introduzir a tecnologia na sala de aula como ferramenta pedagógica, buscando nos conteúdos, aqueles que poderão ser melhor intermediados pelos recursos digitais e midiáticos. O desafio da mudança qualitativa no processo ensino/aprendizagem incluindo o uso das tecnologias como ferramentas de inovação, nos faz refletir o tamanho de nossas responsabilidades como educadores. Resta, nos lançarmos de forma responsável a este desafio, pois não vislumbramos retrocesso, isto é, não temos como fugir da tecnologia, pois ela, mais e mais, se encontra no cotidiano dos alunos e professores modificando hábitos e atitudes nas práticas sociais e porque não afirmar, também, nas práticas pedagógicas. Portanto, formação permanente, organização e planejamento, são ações indispensáveis para atendermos as demandas de nossos alunos que também são as demandas da sociedade sedenta de profissionais competentes e de cidadãos éticos. E para reforçar esta mudança, finalizo com as afirmações de Paulo Blikstein e Marcelo Knörich Zuffo, no artigo “As Sereias do Ensino Eletrônico” Em vez da transmissão unidirecional de informação, valoriza-se cada vez mais a interação e a troca de informação entre professor e aluno. No lugar da reprodução passiva de informações já existentes, deseja-se cada vez mais o estímulo à criatividade dos estudantes. Não ao currículo padronizado, à falta de acesso à educação de qualidade, à educação “bancária”. Sim à pedagogia de projetos, à educação por toda a vida e centrada no aluno. (BLIKSTEIN, ZUFFO: 2001, p 3) Atividade 1..2: Professor pesuisador - minhas reflexões Segundo as leituras feitas e os temas sugeridos acredito que ocorreram grandes avanços na formação dos professores, avançou muito do ponto de vista da análise teórica, da reflexão, mas se pouco das práticas da formação de professores, da criação e da consolidação de dispositivos novos e consistentes de formação de professores. Os problemas são os mesmos, se as questões são as mesmas: dificuldades materiais, de dificuldades materiais nas escolas, de dificuldades materiais relacionadas com os salários dos professores, de dificuldades materiais relacionadas com as condições das instituições de formação de professores que são, provavelmente, mais graves no Brasil do que em outros países que eu conheço. Temos problemas que têm a ver com as dificuldades históricas de desenvolvimento da escola no Brasil e das escolas de formação de professores e que, portanto, é importante enfrentá-los. No Brasil, as dificuldades que eu chamaria de ordem material, maiores do que as existem em outros países e que é absolutamente essencial que com a vossa capacidade de produzir ciência, com a vossa capacidade de fazer escola e com a vossa capacidade de acreditar como educadores possam ultrapassar essas dificuldades nos próximos anos. E esses são, sinceramente, os meus desejos e na medida que meu contributo, pequeno que ele seja, possa ser dado, podem, evidentemente, contar comigo para essa tarefa.Falar sobre aprendizagem continuada ao longo da vida o exemplo da terceira idade segundo, José Armando Valente, faz pensar que a formação de qualquer individuo, para viver e ser capaz de atuar na sociedade do conhecimento, não pode ser mais pensada como algo que acontece somente no âmbito da escola. E importante entender a aprendizagem como uma atividade contínua, estendendo-se ao longo da vida. A análise dos processos de aprendizagem nos diferentes períodos da nossa vida mostra que aprendizagem como construção de conhecimento acontece na infância e na terceira idade. Neste sentido, estas aprendizagens, principalmente a que acontece na terceira idade, servem para mostrar como as instituições educacionais devem alterar seus métodos e abordagens pedagógicas, tomando a educação mais prazerosa e efetiva. Neste artigo são discutidos os sentidos de ensinar e aprender, a aprendizagem que acontece nos diferentes períodos da vida como na infância, na terceira idade, no período escolar e pós-escolar e como estas diferentes modalidades de aprendizagem podem contribuir para a implantação da aprendizagem continuada ao longo da vida. São discutidos também os fatores que podem estimular esta aprendizagem, especificamente o papel da escola e dos agentes que devem auxiliar as pessoas a aprender continuadamente ao longo da vida. Até o momento, a escola tem sido, praticamente, o único ambiente de aprendizagem de que claramente dispomos em nossa sociedade. No entanto, está ficando cada vez mais evidente que a sociedade está preocupada com a disseminação de outros ambientes, como, por exemplo, a produção de bens e serviços que hoje é feita por "organizações de aprendizagem" ou a criação de facilidades que permite a pessoa adquirir conhecimento, fazer compras no supermercado ou visitar una museu. O não entendimento dessas novas tendências da sociedade do conhecimento tem acarretado uma serie de problemas. Primeiro, cria-se una descompasso na vida das pessoas á medida que novas habilidades são exigidas e elas não são condizentes com a formação recebida no período escolar. A escola impõe uma predisposição, enquanto as coisas mais importantes na nossa vida são adquiridas por meio de ações pouco valorizadas na vida acadêmica. Segundo, as instituições educacionais criadas com a finalidade de suprirem a demanda imposta á vida do profissional, principalmente pelas organizações de aprendizagem que pressupõem una constante aprimoramento profissional, não estão contribuindo para que as pessoas adquiram habilidades de aprendizagem continuada ao longo da vida. Multo pelo contrário, o que está sendo oferecido são atividades baseadas na predisposição de receptor passivo. Na verdade, está surgindo uma indústria que, em nome da aprendizagem continuada ao longo da vida, acaba oferecendo una processo de certificação continuada: cursos de curta duração, que usam uma abordagem tradicional de ensino, certificam os participantes que demonstram ter adquirido uma habilidade específica, porem nada é mencionado sobre processos de aprendizagem ou aprender a aprender. Finalmente, a escola está se tomando una buraco negro na vida das pessoas, consumindo una tempo significativo da vida delas e não conseguindo contribuir para o preparo de cidadãos capazes de atuar na sociedade do conhecimento. No entanto, o papel da escola e as contribuições que ela pode propiciar aos indivíduos nunca foram de tanta importância como agora. Porém, á medida que ela impõe uma agenda, que nega e castra a predisposição de aprendizagem que as pessoas têm, passa a ser contra produtiva. Com isso, ela ainda está preparando profissionais obsoletos e tomando-se dispensável neste novo cenário de inúmeras oportunidades de aprendizagem que se descortina. Há uma preocupação e uma mobilização intensas na maioria das organizações da nossa sociedade. Porém pouca, ou quase nenhuma, no âmbito da escola. A ironia é que a instituição que mais pode contribuir para e se beneficiar da aprendizagem continuada ao longo da vida é a que menos tem se mobilizado para ta Até o momento, a escola tem sido, praticamente, o único ambiente de aprendizagem de que claramente dispomos em nossa sociedade. No entanto, está ficando cada vez mais evidente que a sociedade está preocupada com a disseminação de outros ambientes, como, por exemplo, a produção de bens e serviços que hoje é feita por "organizações de aprendizagem" ou a criação de facilidades que permite a pessoa adquirir conhecimento, fazer compras no supermercado ou visitar una museu. Em se tratando do uso das tecnologias nos processos de ensino e aprendizagem parto do princípio, concordando com Amanda Polato da revista Nova Escola de junho/julho 2009 “(…) de que só vale levar a tecnologia para a sala de aula se ela estiver a serviço dos conteúdos”. Incorporar as tecnologias da informação e comunicação nas ações didático-pedagógicas da escola, implica primeiramente um olhar sobre o projeto pedagógico, que envolve a reflexão sobre novas formas de ensinar e de aprender, a elaboração de objetivos educacionais e da incorporação das mesmas como ferramenta construtiva do processo ensino-aprendizagem. Isto significa, romper o paradigma do ensino tradicional que tem como prática, como afirma Paulo Freire, uma educação bancária, e, substituí-la por processos mais democráticos e participativos de construção de conhecimentos, em que alunos e professores são seres histórico, político e cultural. Portanto, sujeitos desse processo. A tecnologia aplicada a educação sempre existiu, e sempre foi tema de controvérsia quando associada a metodologias vinculadas a determinadas tendências pedagógicas, portanto, vinculada a concepção de educação da escola e do professor (mesmo quando de forma inconsciente), e nesse sentido, é importante definir: Para quê? Quando e Como utilizá-la, isto é, com que objetivos. Nesta perspectiva, para utilizá-las na sala de aula é necessário que o professor tenha uma concepção definida de educação, domínio dos conhecimentos específicos das disciplinas, das metodologias específicas,, do desenvolvimento humano (cognitivo, biológico, afetivo-emocional), assim como, das tecnologias que irá utilizar, pois só assim, contribuirá para que seus alunos aprendam de forma significativa. É necessário também, repensar a escola, seu papel, seus objetivos, suas ações/atividades, pois, penso que, introduzir as TICs no contexto das práticas docentes e escolar implica considerar novos espaços/tempo e, não somente, a sala de aula como lugar de ensino e aprendizagem, É preciso ainda, rever os papeis dos atores da escola, das relações e interações entre sujeitos e saberes, sujeitos e meio (físico, social, e cultural), pois professores e alunos são autores e co-autores do processo ensino aprendizagem, já que ambos ensinam e aprendem num processo dialético em busca de novos conhecimentos. E ainda, precisa-se olhar para o currículo, se realmente se quer introduzir a tecnologia na sala de aula como ferramenta pedagógica, buscando nos conteúdos, aqueles que poderão ser melhor intermediados pelos recursos digitais e midiáticos. O desafio da mudança qualitativa no processo ensino/aprendizagem incluindo o uso das tecnologias como ferramentas de inovação, nos faz refletir o tamanho de nossas responsabilidades como educadores. Resta, nos lançarmos de forma responsável a este desafio, pois não vislumbramos retrocesso, isto é, não temos como fugir da tecnologia, pois ela, mais e mais, se encontra no cotidiano dos alunos e professores modificando hábitos e atitudes nas práticas sociais e porque não afirmar, também, nas práticas pedagógicas. Portanto, formação permanente, organização e planejamento, são ações indispensáveis para atendermos as demandas de nossos alunos que também são as demandas da sociedade sedenta de profissionais competentes e de cidadãos éticos. E para reforçar esta mudança, finalizo com as afirmações de Paulo Blikstein e Marcelo Knörich Zuffo, no artigo “As Sereias do Ensino Eletrônico” Em vez da transmissão unidirecional de informação, valoriza-se cada vez mais a interação e a troca de informação entre professor e aluno. No lugar da reprodução passiva de informações já existentes, deseja-se cada vez mais o estímulo à criatividade dos estudantes. Não ao currículo padronizado, à falta de acesso à educação de qualidade, à educação “bancária”. Sim à pedagogia de projetos, à educação por toda a vida e centrada no aluno. (BLIKSTEIN, ZUFFO: 2001, p 3)